
Na reta final
O exame final nacional é indispensável
para obter o
certificado de
conclusão do Ensino
Fundamental.
Com ele, os alunos
do ProJovem
têm acesso ao
mundo do conhecimento
e das
oportunidades.

A trajetória escolar lembra uma maratona. Todos largam juntos, correm às centenas, cada qual a seu modo. Para milhares de alunos do ProJovem, esta maratona já chegou ao final. Para outros, ainda não terminou e, para as turmas que começaram o curso recentemente, a corrida ainda está no início. Muitos alunos já realizaram o exame em setembro, em outubro ou em dezembro de 2006; outros estão se preparando para enfrentar esse desafio, assim que cumprirem as quatro unidades formativas do curso.
A prova é preparada pelo Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (CAEd), órgão ligado à Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), responsável pela avaliação e monitoramento do ProJovem em todo o país. O exame é condição indispensável para a obtenção do certificado de conclusão do Ensino Fundamental.
A professora Lina Kátia Mesquita de Oliveira, especialista em avaliação e gerente executiva do CAEd, explica que o objetivo da prova é avaliar, principalmente, as habilidades desenvolvidas na leitura e interpretação de textos. Ela também destaca outras habilidades, como resolver problemas e relacionar e contextualizarExplicar um fato ou uma idéia dentro da realidade em que este fato ou idéia se encontra. conhecimentos científicos.
“São habilidades básicas do ensino fundamental, que foram desenvolvidas por meio dos componentes curriculares trabalhados no ProJovem”, ressalta. A professora lembra que as questões são de múltipla escolha, devem ser respondidas pelos alunos e registradas na folha de respostas que acompanha cada prova.
Prepare-se
Entenda como funcionam as provas:
Pontos – São 50 questões que valem 10 pontos cada uma, totalizando 500 pontos, assim distribuídos: 16 questões de Língua Portuguesa; 16 questões de Matemática; nove questões de Ciências da Natureza e nove questões de Ciências Humanas.
Data de realização:
Como muitas turmas do ProJovem começaram o curso em épocas diferentes, o dia do Exame Final Nacional é informado a cada turma de acordo com um calendário específico, geralmente até 30 dias após o término da Unidade Formativa IV. Esse procedimento é coordenado, em cada município, pela universidade federal que responde regionalmente pelo Sistema de Monitoramento e Avaliação do Programa.
Resultado
As folhas de respostas preenchidas pelos alunos são enviadas ao CAEd e corrigidas por leitura ótica, via computador. O resultado final encaminhado às Estações e repassado aos Núcleos, com os nomes dos alunos e suas respectivas notas. Portanto, cada um deve procurar o resultado no Núcleo onde estuda.
Aprovação ou reprovação
A nota obtida no exame nacional (máximo de 500 pontos) deve ser somada com pontos que o aluno obteve nas provas realizadas ao final de cada unidade formativa e com as notas registradas pelos professores nas fichas de avaliação (mais 500 pontos). Será aprovado o aluno que obtiver no total, pelo menos, a metade dos 1.000 pontos possíveis. E quem não alcançar essa meta, terá uma nova chance fazendo a prova em segunda chamada no dia e horário estabelecidos pela Estação Juventude (nesse caso, sem direito ao auxílio financeiro mensal de R$ 100,00).
Organize seus estudos:
Os educadores recomendam que os alunos se prepararem no decorrer de todo o ano, a cada dia, a cada etapa e buscando sempre superar suas principais dificuldades. Veja algumas dicas:
• Reserve um tempo todos os dias para estudar, faça um balanço e identifique os conteúdos em que você teve mais dificuldade. Dedique a eles um tempinho a mais.
• Faça uma revisão das provas da Avaliação Formativa e das atividades que você desenvolveu durante o curso. Identifique seus erros e utilize o que você aprendeu para superá-los. Se a dificuldade persistir, recorra aos professores e a seus colegas.
• Selecione algumas questões de
múltipla-escolha de provas e atividades
que você fez durante o
curso. Com este material, monte
um teste. Resolva essa prova
e verifique quanto tempo você
gastou, em que conteúdo você tem mais facilidade e mais dificuldade.
Reorganize seus estudos
a partir dessa avaliação.
Dicas para se dar bem na hora da prova
• Procure chegar ao local da prova com, pelo menos, meia hora de antecedência.
• Leve lápis, borracha e caneta azul ou preta. • Leia as questões com muita atenção e tenha em mente que elas estarão dentro do que você estudou durante o curso.
• Realize a prova com calma. Isso ajuda a manter a concentração e não deixa dar branco na hora H.
• Faça, primeiro, as questões que
você considerar mais fáceis. Assim.
você poupará tempo para
se dedicar àquelas que julga serem
as mais difíceis.
• Não se preocupe com seus colegas. Pense como se estivesse sozinho na sala, pois seu objetivo é fazer uma ótima prova. Acredite em você, no que aprendeu e no seu esforço.
• Use todo o tempo disponível.
Terminada a prova, faça uma revisão
nas respostas. Isso ajudará
a eliminar possíveis erros.
• Reserve um tempo, no final, para transcrever suas respostas à folha de gabarito. Tenha cuidado e muita atenção para não errar a ordem da marcação.
BOA SORTE E MUITO SUCESSO!
Estabilidade no emprego: um sonho possível
Trabalho estável, gratificações e bons salários são alguns dos benefícios oferecidos pela carreira de servidor público. Em uma época de pouca oferta de trabalho, o sonho de se tornar funcionário público leva milhões de pessoas, de todas as idades e de todas as regiões do país, a lotar os cursinhos preparatórios para os concursos públicos. Em 2006, mais de cinco milhões de brasileiros se inscreveram nestes concursos.
Este sonho pode se tornar realidade. Estima- se que em 2007 serão abertas cerca de 45 mil vagas para o serviço público federal. Somando-se os concursos de nível federal, estadual e municipal, o número de vagas poderá dobrar, nos próximos cinco anos. Os cálculos foram feitos pelos técnicos da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), entidade sediada no Rio de Janeiro e criada há dois anos.
Segundo a diretora-executiva da entidade, a advogada Maria Tereza de Albuquerque, há dois fatores principais para o aumento dessa procura. O primeiro é de ordem institucional: desde a promulgação da Constituição Federal de 1988, todos os poderes constituídosPoderes Legislativo, Executivo e Judiciário. A função principal do Poder Legislativo é elaborar leis; a do Poder Executivo é executar as leis, ou seja, governar; a do Poder Judiciário é julgar, de acordo com as leis. Todos os três poderes contratam funcionários por concurso público, nos municípios, nos estados e na União. são obrigados a realizar concurso público para contratar novos funcionários. A segunda razão está relacionada a segurança e estabilidade, pois o funcionário público não pode ser demitido (a não ser por meio de inquérito administrativo). Além disso, ele tem a chance de progredir na carreira e desfrutar de vantagens próprias do cargo que exerce.
O diretor-presidente do Instituto Mineiro de Administração Municipal (IMAM), Petrônio Melo Correa, ressalta que o concurso público constitui uma forma justa de acesso a um emprego estável de grande responsabilidade social. Ele observa, no entanto, que apesar da competição ser muito acirrada, muitos governos estaduais e prefeituras estão realizando concursos em que a exigência de escolaridade é o ensino fundamental ou o ensino médio.
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